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CONCEITO

 

Desenvolvemos uma ferramenta de simulação para propiciar a investidores, analistas e empresários uma visão sobre potenciais impactos financeiros decorrentes da precificação de capitais naturais, como as emissões de GEE – Gases de Efeito Estufa, e assim poderem avaliar eventuais riscos e oportunidades. No entanto, a ferramenta destina-se a conscientização e não à tomada de decisão de investimento, tendo em vista que os dados financeiros e de emissões são referentes ao passado, ou seja uma fotografia estática, e a precificação de carbono será um evento futuro dinâmico. Desta forma para uma análise mais aprofundada sugerimos alguns questionamentos para as Companhias:

– Qual percentual do custo futuro poderá ser repassado e assim minimizar impactos negativos?
– Quais são os projetos de redução de emissões, quais seus custos e eficácia?
– A empresa já tem compensações implantadas ainda não consideradas?

Todas estas perguntas impactam os resultados finais e suas variáveis podem ser simuladas de forma simples e prática.

Os cenários da precificação de carbono a partir do Acordo de Paris, tornam-se ainda mais prováveis e próximos, saiba mais

 

Próximos passos

Após o lançamento da versão beta (Dezembro de 2016) gradualmente será inclusa a comparação de empresas, setores e também a simulação de outros indicadores além do EBITDA, além de tratar de outras potenciais fontes de riscos e oportunidades além dos GEE.

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CONHECIMENTO NOSSO FUTURO INVESTIR CORRETAMENTE FAZER DIFERENTE
       

SIMULADOR

Avalie o impacto da precificação de carbono (USD/ton de CO2e) sobre o EBITDA médio (de 2012, 2013 e 2014 em USD) de empresas de capital lista as em bolsa de valores de diversos setores e localidades.

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Simule sua empresa

Aqui você pode simular o impacto da precificação de carbono em empresas que não estão na nossa base de dados, ou seja, sua empresa ou qualquer outra que você tenha informações dos indicadores a serem simulados.

IDEALIZADORES /
QUEM SOMOS?

COMO A EQUIPE SE CONHECEU:

A partir do interesse comum em aprimorar o conhecimento e qualificação profissional, a equipe Invvessciente se conheceu na primeira turma do Mestrado Profissional em Gestão da Competitividade com ênfase em Sustentabilidade da FGV.

 

Com a proposta de fazer um projeto de bem público e por afinidade ao tema, a equipe foi construída.  Inicialmente, Carla Schuchmann identificou um problema que é a dificuldade de conscientizar investidores sobre mudanças climáticas. Para resolver esse problema, o grupo decidiu criar um instrumento para demonstrar o impacto da precificação de carbono em empresas e investimentos. A partir daí, a equipe iniciou o brainstorm de ideias, amadureceu o projeto através de pesquisa na literatura e encontros de trabalho. Outro ponto forte na constituição dessa equipe foi a coerência e afinidade entre os participantes, facilitando o trabalho em equipe.

 

Por fim apresentamos um Projeto de Referência intitulado “Invesciente: simulador de impacto da precificação de carbono em indicadores de valuation” e equipe idealizadora.

Arnolfo Menezes

Engenheiro Químico (1997), com MBA em Gestão Empresarial (2004), especialização em Recursos Humanos (2005), MBA em Gestão de Processos Industriais (2008) e MBA em Finanças (2016). Mestrando em Sustentabilidade pela FGV-EAESP (2017). Áreas de atuação: Gestão estratégica da área de sustentabilidade; Gestão de energia e água; Suprimentos de Commodities; Gestão industrial e Gestão da Qualidade.

Carla Schuchmann

Bacharel em Gestão Ambiental pela USP. Mestrando em Sustentabilidade pela FGV-EAESP (2017). Expertise na área de sustentabilidade na academia (GVces), em grandes empresas multinacionais de bens de consumo e como consultora independente. Áreas de atuação: Gestão de projetos e comunicação da sustentabilidade empresarial; Investimento Responsável; relatórios de sustentabilidade e Mudanças Climáticas. 

Denys Roman

Administrador de Empresa pelo Mackenzie, especialização em Finanças e MBA em Marketing. Mestrando em Sustentabilidade pela FGV-EAESP (2017). Área de Atuação: Relato Integrado; Implementação de plataformas de Assembleias Online e Portal de Conselho; Desenvolvimento de negócios; M&As; Projetos de turn over; Criação de valor para clientes na unidade de Relações com Investidores e Sustentabilidade.

Dominic Schmal

Administrador de Empresas, com Pós-graduação em Gestão Ambiental, Mestrando em Sustentabilidade pela FGV-EAESP (2017). Áreas de Atuação: Soluções de Negócios Sustentáveis; projetos de desenvolvimento e implementação de estratégias de sustentabilidade focadas na geração de valor para as empresas e na melhoria de performance socioambiental. Conhecimento em diversos setores, tais como Energia, Financeiro, Mineração e Varejo.

Michel Peroni

Engenheiro Civil (2000), com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho (2001), Especialização em Avaliação de Impactos Ambientais (2003), Especialização em Auditoria e Perícia Ambiental (2004) e Especialização em Gestão da Qualidade (2010). Mestrando em Sustentabilidade pela FGV-EAESP (2017). Áreas de atuação: obras de grande porte construção civil pesada, saúde, segurança e meio ambiente.

Rodrigo Oliveira

Administrador de empresas pela FGV-EAESP (2004), com MBA Executivo Financeiro pelo INSPER-SP (2010) e Mestrando em Sustentabilidade pela FGV EAESP (2017). Áreas de atuação:Marketing de bens de consumo, inovação e gestão comercial. Empreendedor na áreas de distribuição de materiais de escritório, soluções tecnológicas e consultoria ambiental com expertise em resíduos sólidos e análise de investimentos.

Tatiana Regiani

Graduada em Direito pela FDSBC/SP, Pós-graduada em Direito Societário pelo INSPER/SP, em Direito Internacional pela King´s College/Londres e em Governança Corporativa pelo IBGC/SP. Mestrando em Sustentabilidade pela FGV EAESP (2017). Áreas de Atuação: jurídico empresarial, governança corporativa, gestão de riscos, sustentabilidade e avaliação de investimentos em setores diversos.

Tatiana Assali
Head of Latin America, Global Networks & Outreach
PRI - PRINCIPLES FOR RESPONSIBLE INVESTMENT
“A agenda da sustentabilidade já chegou para o mundo dos investimentos, integrar os aspectos ASG (ambientais, sociais e de governança corporativa) nas análises de investimento é um tendência, e uma ferramenta que medirá o impacto da precificação de carbono em empresas de capital aberto é um passo muito importante para apoiar a transição para uma economia de baixo carbono.”
Sérgio Xavier
Secretário de Meio Ambiente
Estado de Pernambuco
“Diante da emergência Climática e considerando o Acordo de Paris, com metas de redução de gases-estufa, já ratificado por mais de 110 países, a precificação de Carbono será realidade rapidamente no Brasil e no Mundo. Pra reverter o crescente aquecimento global, será necessário criar uma nova economia de Baixo Carbono. E neste  sentido, mecanismos de controle e comercialização de Carbono serão fundamentais.”
Luiz F. Cavallari Filho
Portfolio Manager
SRI & Corporate Governance Funds - Itaú Unibanco S.A.
"A ferramenta desenvolvida pela equipe é importante na medida que faz o levantamento  de inventário de emissões, de forma simples e rápida, propiciando diversos tipos de análises comparativas. Além disso, a ferramenta possibilita precificar de forma rápida estas emissões e  avaliarmos que impacto as mesmas podem trazer para as empresas emissoras"
Daniel Martins
Socio-Diretor de Investimentos
GEO CAPITAL GESTORA DE RECURSOS
"Esse simulador é uma ferramenta muito interessante! Não só a interface com o usuário é bastante clean e user-friendly, mas também os resultados são apresentados de maneira bastante didática, o que é fundamental. E além disso,  vejo que essa ferramenta tem potencial de se aperfeiçoar para criação de um benchmark sustentável"
Juliana Lopes
Diretora
CDP Latin America
"Essa ferramenta ajuda negócios, governos e a sociedade civil a dialogar sobre a precificação de carbono e tomar decisões com base no entendimento dos diferentes cenários de precificação, uma maneira eficiente de se adaptar para economias de baixo carbono"

DADOS E PREMISSAS

 

Premissas Legais

 

Em hipótese alguma este website, suas ferramentas, textos, depoimentos e análises devem ser entendidos como uma ferramenta para tomada de decisão de investimento. Seu objetivo é acadêmico e os dados podem conter incorreções por digitação, informes incorretos ou não auditados das fontes primárias e secundárias.

 

 

Premissas Gerais

 

Os dados foram coletados de diversas fontes como CDP, Bloomberg, Thomson Reuters, Relatórios Públicos de Companhias de Capital Aberto.

 

Na base de dados do simulador foram consideradas emissões e EBITDA de 2012, 2013 e 2014, pois diversos dados de 2015 não estavam disponíveis. Vale ainda notar que no EBITDA não estão considerados quaisquer ajustes.

 

Premissas para definição da Amostra

Para definir a amostra foram coletados dados mais de 3000 Companhias de Capital Aberto participantes de índices como S&P 500, IBOVESPA, ISE e outros.

 

Foram desconsiderados os dados das empresas sem reporte frequente de emissões diretas de Gases de Efeito Estufa (Escopo 1) no  formato ton. de CO2e e também de setores em que o EBITDA não é uma medida de avaliação de desempenho como bancos, seguros e outros. Na versão beta (Dezembro de 2016), algumas empresas de setores menos intensivos também não foram contempladas.

 

Próximos passos

Conforme mencionado anteriormente, após o lançamento da versão beta (Dezembro de 2016) pretendemos gradualmente incluir a comparação de empresa, setores e também expandir para simular outros indicadores além do EBITDA, bem como ampliar a abrangência de empresas (incluindo também empresas não listadas em bolsa de valores) e também tratar de outras potenciais fontes de riscos e oportunidades além dos GEE.

Explicações Simulador

 

Como definir o preço do carbono?

 

Para definir o preço de Carbono de sua simulação, você pode usar o preço adotado em determinados países ou região (Tabela 1) ou o preço considerado o ideal pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change-orgão da ONU) para que a temperatura não aumente acima de 2oC (Tabela 2).

 

Localização

Base de preço em 2016 (USD)

México

1

União Européia

5

Califórnia, Quebec e Nova Zelândia

13

Reino Unido, Dinamarca e França

de 24 a 26

Noruega

52

Finlândia

de 60 a 65

Suíça

86

Suécia

131

 

 

Ano

Preço mínimo de carbono que o aumento da temperatura seja menor de 2oC (USD) – IPCC

2020

80

2030

90

2040

140

2050

220

2100

1500

 

 

 

O que é Escopo 1 e 2?

As empresas que realizam Inventários de gases de efeito estufa (GEE) utilizando, principalmente, a metodología GHG Protocol e  registram suas emissões diretas e indiretas nos respectivos escopos.

 

Nessa metodologia são definidos três níveis de escopo:

 

Escopo 1 (obrigatório) – Considera as emissões diretas de GEE provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela empresa ou empreendimento.

 

Escopo 2 (obrigatório) – emissões indiretas provenientes da aquisição de energia elétrica.

 

Escopo 3 (opcional) – considera as outras emissões indiretas resultantes das atividades da empresa, mas que acontecem em fontes que não estão sob seu controle; No escopo 3 estão incluídas as emissões resultantes das operações de terceiros, considerando toda cadeia de valor. Por ser opcional e não ter padrão nas fontes incluídas, não consideramos esse escopo no simulador.

 

Como definir essa porcentagem?

Normalmente, em um sistema de precificação governamental baseado em taxa (aplicado em países como México, Japão, Portugal, França, Dinamarca e Suíça), 100% das emissões dos setores abordados pelo sistema são taxadas. Por outro lado, em um sistema baseado em mercado, também chamado de cap and Trade (realizado em locais como União Européia, Califórnia, Pequim e Coreia), a compra é feita em geral, apenas, das emissões que excederem aos limites estipulados para cada empresa.

 

Como definimos os setores disponíveis?

Na versão beta (Dezembro de 2016) foram considerados os setores mais intensivos que disponibilizaram suas informações.

 

Como definimos as empresas disponíveis?

Levando em conta a definição de setores, estão disponíveis todas as empresas de capital aberto que possuem emissões diretas (Escopo 1) e EBITDA de maneira pública.

 

 

Qual a fonte do EBITDA utilizado?

O EBITDA em dólar foi extraído da Bloomberg, Thomson Reuters e Relatórios Públicos de Companhias de Capital Aberto.

 

O que podem significar os resultados da simulação?

Os resultados mostram, com a ressalvas feitas anteriormente, que a partir de determinado preço de carbono, o EBITDA da empresa poderia sofrer um grande impacto em função das suas emissões diretas e indiretas de carbono. O impacto é representado em % do EBITDA médio dos 3 últimos anos (2012, 2013 e 2014) e as respectivas emissões reportadas de cada ano. Para entender onde preços parecidos com esse são praticados, clique aqui.

 

1 – EBITDA – preço( CO2e escopo 1 * % escopo 1 + CO2e escopo 2 * % escopo 2)

∑ EBITDA

 

 

Como entender os cenários de precificação de carbono no Brasil?

O Brasil não tem uma definição de quando irá atribuir um preço para o carbono. Experts consultados indicam um início para 2020. Você pode considerar os cenários, por exemplo, como momentos (ex. 2020, 2030 e 2050) com preços de carbono diferentes (provavelmente aumentando).

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